terça-feira, 7 de setembro de 2010

Caos no atendimento ? (1 e 2)


Caos no atendimento ?

Nesse artigo fica uma pergunta para pensar:

Será que estaremos à beira de um colapso de atendimento ?

Temos uma expansão constante do formato varejo. Nunca o varejo precisou absorver tanta mão-de-obra como nos dias de hoje.

Por consequência, falta mão-de-obra qualificada no mercado.

E se falta mão-de-obra, a alternativa dos varejistas é deixar algumas exigências de lado na hora de contratar, de modo a preencher as lacunas e vagas não preenchidas.

E se treinamento ainda para muitos ainda não é visto como investimento, e sim como custo, temos por consequência dessas ações, a entrada no mercado de trabalho de pessoas completamente despreparadas.

Pessoas despreparadas, de pouca visão de negócios, e que por consequência, nao vêem oportunidades, apenas encaram os trabalhos como "empregos", sem nenhuma pretensão ou objetivos.

Obviamente, sempre encontramos pessoas esforçadas, mas essas são cada vez mais raras, em virtude da educação de baixa qualidade, onde mesmo no nível universitário, nao prepara pessoas para o mercado de trabalho atual.

A grande consequencia é que temos a queda brusca na qualidade de atendimento. Mesmo em empresas consideradas "padrão" de atendimento, é possível notar a queda na qualidade, e os constantes casos de reclamação.

Vivemos um dilema: Se por um lado a qualidade de atendimento vem caindo, nunca a qualidade de atendimento foi tão importante. Mas se hoje não é possível obter mão-de-obra de qualidade, como criaremos nossa diferenciação no atendimento ? Reduzindo os lucros ? Aumentando os custos com salários, dispostos a "segurar" bons funcionários ?

Vamos conversar a respeito.




Caos no atendimento II
Em um artigo passado, falei sobre o que penso sobre o futuro do atendimento, onde imagino uma situação de caos, onde cada vez mais encontraremos situações de mal atendimento, em função da falta de boa mão-de-obra, além da falta de capacidade das empresas de adequadamente treinar seus funcionários.

Agora, uma situação que fica a se pensar:

Se estamos buscando mão-de-obra em castas cada vez mais baixas, e com acesso muitas vezes restrito à educação e à cultura, o que faremos quando chegarem ao mercado todos esses novos trabalhadores que nossas escolas estão formando neste momento ?

Temos um sistema de ensino básico que não reprova, e sequer bem avalia o aluno. Temos um sistema de universidades que trata o aluno como gado, onde o que importa é o numero de cabeças e não a qualidade do ensino, onde alunos saem preparados para a profissão, mas não para o mercado de trabalho.

Temos pessoas cada vez menos comprometidas, cada vez mais restritas. O mercado é dinâmico, a velocidade da informação transforma e devora empresas e mercados inteiros à uma velocidade impressionante.

Como criar pessoas aptas a esta nova realidade? Que tipo de pessoas teremos em nossas bases? O que fazer ?

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