quinta-feira, 3 de março de 2011

UGG BOOTS


O guarda-roupa de uma celebridade é incompleto sem as botas Ugg. O revestimento interior das botas UGG é feito de pele de carneiro genuína que dá ao usuário um ambiente acolhedor e confortável,
um combinado de estilo e elegância explícita.
A UGG ainda conseguiu ser um favorito quente entre os estilistas de moda e designers.
Elas surgiram em 78, quando um jovem surfista australiano chegou na Califórnia com um "saco" de botas Uggs, feitas de pele de ovelha. Depois de conquistar um certo nicho de mercado entre esses surfistas, ele começou a famosa marca Ugg. Em 95 ele vendeu a marca para uma empresa, que em 98 conseguiu colocá-la como objeto de desejo nas prateleiras da famosa loja de departamentos americana Nordstrom, caindo nas graças das celebridades!
Suas botas são fabricadas com a pele da ovelha, o que permite a "respiração" do pé, mantendo-o na temperatura corporal normal, independente do clima exterior. Segundo eles isso se dá mesmo no verão, o que permitiria usá-la também nesta estação.
Não gosto muito dessas produções para temperaturas quentes, mas no frio eu acho que elas ficam o máximo!
Anyway, assim como os crocs, as Ugg Boots sempre causam certa polêmica no meio fashion, tendo aqueles que as odeiam e aqueles que as amam!
Eu adoro!
Escolha a sua e arrase!
Bjks

Clau



MISS IMPERFEITA!

RECEBI DE UMA AMIGA, A RE MUNIZ (MUITO AMADA) E NÃO POSSO DEIXAR DE POSTAR... MARTHA MEDEIROS É ÍMPAR, AMO TUDO O QUE ELA ESCREVE, ASSIM COMO AMO CLARICE LISPECTOR!
BJS,
CLAU.



Texto na Revista do Jornal O Globo)

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias.
Cinco dias!
Tempo para uma massagem.
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um trabalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Para engravidar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem..
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista / escritora e UNICA!!!